A Descoberta das Mini-Me

A baby L. sempre foi uma bebé muito desejada, mesmo antes de ela o saber.

Quando sentimos que tínhamos reunido todas as condições para aumentar a família, deixei de tomar o método contraceptivo que usava, a pílula. Confesso que achei que ia ser instantâneo e que engravidaria logo no mês seguinte mas tal não aconteceu. Todos os meses ficava ansiosa e pensava bastante no assunto contudo não havia novidades. Cheguei a pensar se estaria tudo bem comigo (penso que seja uma dúvida recorrente nas mulheres que tentam engravidar). Sempre ouvi dizer que quanto menos se pensa em um assunto (e em engravidar) é quando acontece e comigo não foi diferente.

Nos meus anos voamos até Cabo Verde. Eu só me queria divertir, aproveitar as férias, apanhar sol, beber um cocktail (bem..foram alguns) e não pensar em absolutamente nada. E assim foi.

Passado cerca de um mês e com algum atraso mas sem qualquer sintoma, resolvi fazer um teste de gravidez comprado na farmácia (eram 6h da manhã de um Sábado. Não tive culpa, simplesmente a minha bexiga não aguentava mais). Estava um pouco cética e pessimista porque achava que o resultado não iria ser positivo.

Fiz o teste, deixei-o na casa de banho e voltei para a cama. Previamente já tinha lido a bula e sabia exatamente que precisava de dois traços verticais como resultado. Pareceu uma eternidade. Ao fim de 3 longos minutos de espera não havia margem para dúvidas: estava grávida!

Chorei imenso agarrada ao F. e foi uma momento genuíno de pura felicidade. Uns minutos depois percebi que o F. não fazia ideia se eu estava a chorar de felicidade ou tristeza e estava a tentar interpretar o resultado por cima do meu ombro enquanto me abraçava. Homens…

Foi um mix de emoções: felicidade, êxtase, ânsia, nervos, medo, amor. Era, sem dúvida, um sonho tornado realidade. Tinha um ‘feijãozinho’ (como eu lhe chamava) de 5 semanas dentro de mim.

By: Super Mãe D.O.

Teste Gravidez DO


A 1ª gravidez que tive não foi planeada, não tínhamos casa, o R. trabalhava há pouco tempo, algumas inseguranças de ser mãe muito cedo, aos 21 aninhos e ansiedades. Será que tudo vai correr bem? Será saudável? E mudança de casa, mudança de vida… Contudo, algo em nós nos dizia “Calma, vai tudo correr bem”.

Depois do parto da princesa L. decidi colocar o método contraceptivo Implanon o que fez com que “aguentasse” ideias/tentações de bebés durante 3 aninhos. Quando tirei o implante do braço, eu e o meu marido que gostamos tanto de ser pais, achámos que estava na altura de dar um(a) irmã(o) à nossa princesa L. e de alimentar mais a nossa relação. Ainda tive uns bons 8 meses sem engravidar e sem sintomas nenhuns, mas pensámos que quando fosse seria…

E assim foi… Em Junho fomos de férias para Menorca com a princesa L. Mês e meio a seguir já comecei sentir sintomas muitas náuseas matinais, sono, dores nas mamas, atraso no período e pensei “já estás!”.

Numa manhã antes do R. ir trabalhar fiz o teste sem ele saber, comecei a ver dois traços e comecei a chorar e a rir. Fui num instante buscar uns sapatinhos da princesa L. de lã quando era bebé e uns atuais, uns sapatos do R. e uns sapatos meus todos seguidos e com o teste positivo em cima. Chamei-o e assim que ele viu perguntou, com os nervos: “É teu o teste?”… ahah de quem seria?!

Nesse momento agarrámo-nos os dois a sorrir e ficamos muito felizes com o que víamos.

Lá íamos nós outra vez para mais uma mudança na nossa vida, de volta às recordações de mudar fraldas, noites mal dormidas, maminhas, o meu corpo a mudar à velocidade da luz. Há sacrifícios, nem tudo são “rosas”, mas vale mesmo a pena.

Estar grávida é um novo amor incondicional a crescer dentro de nós, um bebé que se alimenta, sorri, chora, sente, cresce, suga a nossa energia e volta a dar-nos força e energia. Estávamos a começar a nossa 2ª viagem grávidos… Estávamos a subir mais um degrau no nosso amor e mini família.

By: Super Mãe S.F.

Teste SF

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2 thoughts on “A Descoberta das Mini-Me

  1. Estas partilhas são interessantes, porque verificamos que no que toca à ansiedade, somos todas iguais! Dá-nos uma sensação de igualdade, normalidade. Lembro-me de pensar que se soubessem como eu me sentia , pensariam que eu era parva…e blá, blá, blá… Enfim, gostei muito da vossa partilha, fico à espera de mais. Desejo muito sucesso para o blog e felicidades para ambas. Bjs 😊

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    • É verdade… A sensação “será que sou a única que sente isto?” 😨 mas é mesmo o que pretendemos é partilhar, ouvir e comentar situações que vão acontecendo. Cada mãe tem a sua experiência, cada mãe tem cada filho único e é isso que queremos que se denote 😀 muito obrigada Cláudia, não perca o próximo capítulo brevemente. Beijinho S.F.

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